
18/09 – A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) aprovou, em segunda discussão, o Projeto de Lei 2178/2023, de autoria da deputada estadual Verônica Lima (PT), que declara a Casa de Samba Candongueiro, em Niterói, como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. O texto segue agora para sanção do governador.
Fundado há quase 35 anos por Ilton Mendes e sua esposa Hilda, o Candongueiro nasceu a partir de encontros no quintal de casa e se consolidou como um dos principais espaços de preservação e celebração do samba no estado. Em 23 de novembro, o local completará 35 anos de funcionamento ininterrupto.
O espaço já recebeu grandes nomes da música brasileira, como Zé Kéti, Marisa Monte, Aldir Blanc, Beth Carvalho, Dudu Nobre, João Nogueira, Monarco, Nelson Sargento, Teresa Cristina, Zezé Motta, além das velhas guardas da Portela, Mangueira e Império Serrano.
Para a deputada Verônica Lima, o reconhecimento é uma vitória para a memória do samba e da cultura popular:
“O Candongueiro é mais do que uma casa de samba: é um espaço de resistência, formação e identidade cultural. Declarar o Candongueiro como Patrimônio Imaterial é garantir que sua história e contribuição para o samba sejam preservadas para as futuras gerações.”
Em 2022, o Candongueiro promoveu o projeto “Tocando Meu Candongueiro”, com oficinas de pesquisa, seminários e festivais mensais de roda de samba, reafirmando sua relevância como polo cultural.

