
Foto: Thiago Lontra | Texto: Clariana Dantas
30/06 – A Comissão de Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) se reuniu nesta segunda-feira (30/06) para apresentar o relatório de atividades referentes ao biênio 2023-2024. Durante a reunião, o colegiado também ouviu representantes do setor acadêmico e científico, que destacaram a importância do diálogo institucional e das ações realizadas pela Comissão em prol do fortalecimento da ciência, da educação e da inovação no estado.
Ao longo desses dois anos, a Comissão realizou 14 audiências públicas em diferentes regiões do estado e analisou 84 Projetos de Lei. A maioria das propostas tratava de temas ligados à tecnologia e à educação, além de pautas relacionadas à saúde, meio ambiente e outros setores.
A presidente da Comissão, deputada Elika Takimoto (PT), ressaltou o papel estratégico do colegiado no Estado. “A Comissão de Ciência e Tecnologia desenvolve um papel fundamental para o desenvolvimento econômico, social e cultural do Rio de Janeiro. No biênio 2023-2024, realizamos uma série de ações relevantes, incluindo mais de dez audiências públicas em diferentes regiões, promovendo o diálogo com universidades, centros de pesquisa e a sociedade civil. Também atuamos em parceria com outras comissões temáticas da Casa, como as de Saúde e Direitos Humanos, fortalecendo o debate técnico e ampliando o alcance das pautas discutidas. A apresentação deste relatório é um momento de prestação de contas e de renovação do compromisso com a valorização da ciência como eixo estruturante para um estado mais justo e inovador”, afirmou.
Integração entre políticas públicas e ciência
Para a reitora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Gulnar Azevedo, o relatório apresentado reforça a relevância da Comissão como parceira estratégica das universidades públicas. “Iniciativas como as audiências públicas e a articulação com as instituições mostram o compromisso com um modelo de desenvolvimento que valoriza a ciência, a educação e as humanidades. Nós entendemos que só com essa integração entre áreas do conhecimento e políticas públicas é possível construir um estado mais justo e sustentável”.
O diretor substituto do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), Marco Fraga, destacou a importância do diálogo entre o poder público e as instituições científicas. “A atuação da Comissão tem sido fundamental para aproximar a sociedade dos institutos de pesquisa. A iniciativa de visitar as instituições, ouvir pesquisadores, técnicos e estudantes, e conhecer de perto nossos laboratórios, foi extremamente relevante. Tivemos acesso direto à Comissão, sem barreiras, o que facilitou a troca de informações e o compartilhamento das nossas demandas. Esperamos que esse diálogo continue, se amplie e gere ainda mais frutos no futuro”, pontuou.
Demandas do interior do estado
Uma das audiências públicas realizadas no interior do estado ocorreu no campus da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), em Campos dos Goytacazes. A partir desse encontro, uma das principais demandas encaminhadas pela Comissão de Ciência e Tecnologia ao governo estadual foi a inclusão do debate sobre o novo Plano de Cargos e Vencimentos (PCV) dos servidores da universidade.
O ex-reitor da UENF, Raul Palácios, abordou sobre a importância da iniciativa. “A realização da audiência na UENF e o diálogo com a Comissão fortaleceram a luta pela valorização da universidade e dos seus profissionais. Embora o novo PCV ainda não tenha sido aprovado, avançamos no caminho certo”, disse.
Também estiveram presentes na reunião a representante da Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia, Renata Sphaier; reitor do Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ), Rafael Almada; o ex-reitor do Instituto Federal Fluminense (IFF), Jefferson Azevedo; o diretor do Laboratório Nacional da Computação Científica (LNCC), Fábio Borges; o diretor do Centro Federal de Educação Tecnológica (CEFET), Maurício Motta; entre outros.

